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“O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar; o mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar; o amor é grande e cabe no breve espaço de beijar”   Drummond
Não sei se dentro de você existe um pouco de mim, mas dentro de mim existe muito de você.
Saudades são águas passadas que se acumulam em nossos corações, inundam nossos pensamentos, transbordam por nossos olhos, deslizam em gotÃculas de lembranças que por fim, morrem na realidade de nossos lábios.

Tu és, divina e graciosa estátua majestosa
do amor, por Deus esculturada
e formada com o ardor,

Encante a pessoa amada com um lindo buque de rosas. Surpreenda, faça seu pedido.(71)3494-4954
da alma da mais linda flor, de mais ativo olor
e que na vida é a preferida pelo beija-flor.
Se Deus lhe fora tão clemente aqui neste oriente de luz
formada numa tela deslumbrante e bela,
teu coração, junto ao meu lanceado
pregado e crucificado sobre a rosa cruz do arfante peito teu
Tu és a forma ideal, estátua magistral
oh alma perenal, do meu primeiro amor, sublime amor.
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação de todo o coração
cintilas um amor
o riso, a fé, a dor em sândalos olentes cheios de sabor
em vozes tão dolentes quanto um sonho em flor
És láctea estrela, és mãe da realeza
és tudo enfim que tem de belo,
todo o resplendor da santa natureza
Perdão se ouso confessar-te, eu hei de sempre amar-te
Oh flor! Meu peito não resiste,
Ah, meu Deus o quanto é triste,
a incerteza de um amor que mais me faz penar
em esperar em conduzir-te um dia aos pés do altar
Jurar, aos pés do onipotente
em versos comoventes de luz,
e receber a unção da tua gratidão,
depois de remir, teus desejos
em nuvens de beijos hei de envolver-te
até o meu padecer, de todo fenecer.
A Rosa
Pixinguinha
—-Quero ir a loja!—-

Silencio de cal y mirto
Malvas en las hierbas finas.
La monja borda alhelÃes sobre una tela pajiza.
Vuelan en la araña gris siete pájaros del prisma.
La iglesia gruñe a lo lejos como un oso panza arriba.
¡Que bien borda!
¡Con qué gracia!
Sobre la tela pajiza ella quisiera bordar flores de su fantasÃa.
¡Qué girasol!
¡Qué magnolia de lentejuelas y cintas!
¡Qué azafranes y qué lunas, en el mantel de la misa!
Cinco toronjas se endulzan en la cercana cocina.
Las cinco llagas de Cristo cortadas en AlmerÃa.
Por los ojos de la monja galopan dos caballistas.
Un rumor último y sordo le despega la camisa,
y, al mirar nubes y montes en las yertas lejanÃas,
se quiebra su corazón de azúcar y yerba luisa.
Oh, que llanura empinada con veinte soles arriba!
Qué rÃos puestos de pie vislumbra su fantasÃa!
Pero sigue con sus flores, mientras que de pie, en la brisa,
la luz juega el ajedrez alto de la celosÃa.
La Monja Gitana
Garcia Lorca, em Romancero Gitano
Quero ir a loja!

Fonte de mel nuns olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul e o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha prá trás
Linda, e sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer e diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda, sim
Onda do mar, do amor que bateu em mim
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas que ainda hei de ouvir
No Abaeté, areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você, mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer e diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda, sim
Onda do mar, do amor que bateu em mim
Gosto de ver você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu Ãntimo
Nunca me faça mal
Linda
Mais que demais
Você é linda, sim
Onda do mar, do amor que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer e diz.
Você é linda
Caetano Veloso

Ao ver uma rosa branca
O poeta disse: Que linda!
Cantarei sua beleza
Como ninguém nunca ainda!
Qual não é sua surpresa
Ao ver, à sua oração
A rosa branca ir ficando
Rubra de indignação.
É que a rosa, além de branca
(Diga-se isso a bem da rosa…)
Era da espécie mais franca
E da seiva mais raivosa.
- Que foi? - balbucia o poeta
E a rosa: - Calhorda que és!
Pára de olhar para cima!
Mira o que tens a teus pés!
E o poeta vê uma criança
Suja, esquálida, andrajosa
Comendo um torrão da terra
Que dera existência à rosa.
- São milhões! - a rosa berra - Milhões a morrer de fome!
E tu, na tua vaidade Querendo usar do meu nome!…
E num acesso de ira
Arranca as pétalas, lança-as fora, como a dar comida
A todas essas crianças.
O poeta baixa a cabeça.
- É aqui que a rosa respira…
Geme o vento. Morre a rosa.
E um passarinho que ouvira
Quietinho toda a disputa
Tira do galho uma reta
E ainda faz um cocozinho
Na cabeça do poeta.
O Poeta e a Rosa
(e com direito a passarinho)
VinÃcius de Morais
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